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A Geração Z está bebendo menos? O mercado de bebidas no Brasil: dados e tendências

  • Foto do escritor: Freitas Netto
    Freitas Netto
  • 22 de mar.
  • 4 min de leitura


Nos últimos anos, uma mudança significativa no comportamento do consumo de álcool tem chamado a atenção da indústria de bebidas em nível global. Segundo um artigo da Forbes (Why GenZ Is Drinking Less And What This Means For The Alcohol Industry), o consumo de álcool entre as gerações mais novas está em declínio, impulsionado por um movimento de moderação e pela ascensão do conceito de "NoLo" (no and low alcohol).


Esse fenômeno é especialmente forte entre Millennials e Gen-Z, que buscam alternativas mais saudáveis e inovadoras às bebidas alcoólicas tradicionais.


O setor de bebidas não alcoólicas está em plena expansão, com projeções indicando um crescimento de 25% entre 2022 e 2026. Grandes players, como a Anheuser-Busch InBev, já estabeleceram metas para que as opções de baixa ou nenhuma graduação alcoólica representem 20% das vendas até 2025.


O segmento movimentou mais de US$ 11 bilhões em 2022, impulsionado não apenas por consumidores que evitam álcool, mas também por aqueles que alternam entre bebidas alcoólicas e não alcoólicas.


Curiosamente, a busca por alternativas ao álcool não está associada apenas à abstinência, mas sim à moderação. Dados da IWSR apontam que 82% dos consumidores de bebidas não alcoólicas também consomem álcool, indicando que a mudança é mais sobre equilíbrio do que sobre restrição.


Essa transformação reflete uma preocupação crescente com a saúde mental e física: 86% da Geração Z consideram que o impacto do álcool na saúde mental é tão relevante quanto na saúde física.


Além disso, a crescente preferência por bebidas não alcoólicas levou marcas a inovarem em sabor e experiência, desenvolvendo produtos que não são apenas substitutos, mas opções sofisticadas e saborosas por si só.


Hoje, o setor já conta com uma vasta gama de marcas emergentes que conquistam cada vez mais espaço, desde varejistas especializados até grandes grupos de bebidas alcoólicas que expandem seus portfólios com versões 0% álcool.


Essa tendência global se replica fortemente no Brasil. Mas como esse cenário se reflete no comportamento do consumidor brasileiro?


O mercado de bebidas no Brasil: dados e tendências para 2025


O consumo de bebidas no Brasil reflete não apenas preferências individuais, mas também aspectos culturais e econômicos do país. Um estudo recente do Opinion Box revelou dados valiosos sobre os hábitos dos brasileiros, desde a relação com as bebidas alcoólicas até o crescimento da demanda por alternativas não alcoólicas.


Vamos explorar os principais achados!


A relação dos brasileiros com as bebidas alcoólicas


Apesar de o Brasil ser o terceiro maior consumidor de cerveja no mundo (atrás apenas de China e EUA), o consumo de bebidas alcoólicas no país não é unânime.


  • 69% dos entrevistados consomem álcool, mesmo que moderadamente.

  • 31% afirmam que nunca consomem bebidas alcoólicas, seja por motivos pessoais (42%), razões religiosas (33%), não gostarem do sabor (26%) ou questões de saúde (25%).


Entre os consumidores, a frequência varia:


  • 1% consome todos os dias

  • 22% bebem pelo menos uma vez por semana

  • 30% consomem ocasionalmente

  • 31% nunca bebem


Além disso, 66% dos entrevistados acreditam que vão consumir menos álcool nos próximos 12 meses, enquanto apenas 6% preveem um aumento no consumo.


A cerveja domina – mas quais marcas se destacam?


Entre os brasileiros que consomem álcool, a cerveja continua sendo a grande favorita. Quando perguntados sobre quais marcas conhecem, os consumidores citaram:


  1. Heineken (89%)

  2. Brahma (84%)

  3. Skol (83%)

  4. Budweiser (81%)

  5. Amstel (78%)


Mas quando precisam escolher apenas uma marca como a melhor, os números mudam:


  • Heineken (34%)

  • Stella Artois (10%)

  • Brahma (8%)

  • Budweiser (7%)

  • Skol (7%)


Além disso, os formatos de embalagem mais populares são:


  • 40% preferem latinha (350ml)

  • 39% escolhem long neck

  • 27% optam pela garrafa de 600ml


Gasto médio com bebidas alcoólicas


O estudo também mapeou quanto os consumidores gastam, em média, a cada compra de bebidas:


  • 42% gastam até R$50

  • 38% gastam entre R$51 e R$100

  • Apenas 1% gasta mais de R$500


Em estabelecimentos como bares e restaurantes, os valores são semelhantes:


  • 42% gastam até R$50

  • 35% gastam entre R$51 e R$100

  • Apenas 1% ultrapassa os R$500


Bebidas não alcoólicas em alta


Um dado relevante é que as bebidas não alcoólicas também têm uma presença forte no dia a dia dos brasileiros. Quando perguntados sobre suas preferências, os respondentes destacaram:


  • 62% consomem sucos

  • 53% preferem refrigerantes

  • 44% optam por água

  • 10% escolhem drinks sem álcool


Mesmo com esse interesse crescente, 10% dos entrevistados relatam dificuldade em encontrar boas opções não alcoólicas em bares e restaurantes.


Percepções sociais sobre o consumo de álcool


O estudo revelou algumas percepções interessantes sobre o consumo de álcool no Brasil:


  • 40% acreditam que há preconceito contra quem não bebe socialmente

  • 75% concordam que beber combina com a cultura brasileira

  • 62% acham que a mídia incentiva o consumo de bebidas alcoólicas

  • 55% gostariam de mais conscientização sobre os prejuízos do álcool


Outro ponto curioso: 37% disseram que convivem com mais pessoas que bebem, enquanto 63% convivem mais com quem não consome álcool.


Conclusão: tendências para o mercado de bebidas


Os dados mostram que, embora a cultura do consumo de álcool continue forte no Brasil, há um crescimento da moderação e da busca por alternativas. A cerveja segue dominante, mas há espaço para inovação, tanto em novos rótulos quanto em opções não alcoólicas.


A conscientização sobre o consumo também tem aumentado, criando oportunidades para marcas que souberem se posicionar de forma estratégica e responsável.


Para o mercado de bebidas, isso significa que os consumidores estão mais atentos às suas escolhas, valorizando qualidade e experiências diferenciadas.


Como as marcas podem se adaptar a esse novo comportamento?


E você, o que acha dessas tendências?

Seu consumo mudou nos últimos anos?

Comente aqui sua opinião!


 

Por: Antônio Netto

Gerente de Planejamento, liderando estratégias de marketing para o varejo. Com vasta experiência, também sou Professor, mestrando em Administração, e consultor em marketing digital, focado em inovação e prática.


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